Francisco Wanderley Luiz foi o responsável por lançar explosivos contra o STF, em Brasília; ele morava em Rio do Sul (SC)
A casa de Francisco Wanderley Luiz em Rio do Sul, em Santa Catarina, foi incendiada neste domingo (17.nov.2024).
O chaveiro, conhecido como Tiü França, foi o responsável por lançar explosivos contra o STF (Supremo Tribunal Federal) em Brasília na 4ª feira (13.nov). Ainda não há informações sobre o que causou o incêndio.
Veja:
Ex de Tiu Franca ateou fogo na casa dele em Rio do Sul. Ela pos foto em si mesma, mas foi salva. pic.twitter.com/e1vrrdtUHo
— Ana Carolina Hardt (@anahardt) November 17, 2024
O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina divulgou, em uma publicação no X (ex-Twitter), uma ocorrência na avenida Barão do Rio Branco, no bairro Budag, às 6h57 (horário de Brasília).
A casa de Francisco está localizada no endereço. O Poder360 entrou em contato com a corporação para obter mais informações e aguarda resposta.
Francisco, 59 anos, morreu durante o atentado na Praça dos Três Poderes. Ele era natural do Rio do Sul, onde concorreu a vereador em 2020 pelo PL (Partido Liberal), mas não foi eleito.
Reprodução/Google Maps – 17.nov.2024
Na foto, imagem do Google Maps da casa de Francisco Wanderley Luiz, na avenida Barão do Rio Branco, no bairro Budag, em Rio do Sul (SC); ele trabalhava como chaveiro no local
Ele chegou em Brasília há cerca de 3 meses. Na capital, alugou uma casa por volta de agosto na QNN 7 da Ceilândia Norte, região administrativa do Distrito Federal.
Moradores da região descreveram Francisco como reservado e tranquilo. O chaveiro se despediu de vizinhos 1 dia antes do atentado.
Até o momento, as primeiras manifestações do governo e das polícias indicam que as explosões foi um ato isolado, não uma ação orquestrada por um grupo extremista. A PF (Polícia Federal) investiga o caso.
Eis o que se sabe a respeito das explosões:
estacionamento do prédio Anexo 4 da Câmara dos Deputados (assista ao vídeo) – explosivos no porta-malas do carro de Francisco foram acionados, mas o veículo em si não chegou a explodir;
Praça dos Três Poderes (assista ao vídeo) – Francisco jogou um artefato em direção prédio do Supremo Tribunal Federal (que explodiu), depois acendeu um 2º, deitou-se em cima dele e o detonou, morrendo na sequência.
Até agora, embora a Polícia Federal e outros órgãos de segurança falem em “bombas” e “explosivos”, as imagens da frente do Supremo na hora das explosões indicam que Francisco usou fogos de artifício que precisam ser acionados tendo o pavio aceso com um isqueiro ou fósforo.
No automóvel do homem-bomba, deixado em um estacionamento adjacente ao prédio Anexo 4 da Câmara, a imagem da explosão no porta-malas também indicava que o carro estava carregado com fogos de artifício, pois ao serem detonados produziram fumaça e faíscas típicas desse tipo de material.
Reprodução
A montagem acima mostra os momentos das 3 explosões. É possível ver que há algumas características parecidas com as queimas de fogos de artifício; na 3ª imagem, da esquerda para a direita, há duas cores de fogos (verde e vermelho)
Imagens do interior da casa alugada por Francisco, no bairro de Ceilândia (no Distrito Federal), mostram caixas de “rojão de vara” da marca Pirocolor Fogos.
É possível, e isso ainda não está claro, que parte do material teria sido desmontado para construir bombas caseiras e rudimentares que seriam usadas em algum momento.
Outro ponto que ainda precisa de uma elucidação é se Francisco teria tentado entrar no prédio do STF, como afirmam as autoridades.
Essa inferência é difícil de ser comprovada. O Supremo é vigiado por seguranças. O homem-bomba estava sozinho. Ficou longe de conseguir entrar, se era isso o que desejava.
O que é possível entender pelas imagens já divulgadas é que ele queria jogar alguns explosivos de fabricação caseira em direção ao edifício.
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Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-justica/casa-de-homem-bomba-e-incendiada-em-santa-catarina/