Câmara deve votar as mudanças no Novo Ensino Médio em março

Novo presidente da Frente Parlamentar Mista da Educação, deputado Rafael Brito diz que diálogo está em construção para texto de consenso

O novo presidente da Frente Parlamentar Mista da Educação, deputado Rafael Brito (MDB-AL), afirmou nesta 4ª feira (28.fev.2024) que há o plano de votar as mudanças no Novo Ensino Médio em março. Segundo o congressista, existe um compromisso da Câmara com o Ministério da Educação em aprovar o projeto no próximo mês.

Brito disse que será preciso que ambos, governo e deputados, cedam para que se possa apreciar o tema e ele ir para a discussão no Senado. O deputado afirmou que existe a disposição do relator, deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE), e do governo para chegar a um meio-termo. Sem que os 2 lados abram mão de algo, não será possível avançar com as mudanças, admitiu Brito.

O ministro da Educação, Camilo Santana, disse que está em diálogo com o relator e líderes partidários para aprovação da proposta.

“A ideia é que possamos fazer um debate melhor com o relator, com os líderes partidários, com a Comissão Mista da Educação. Nós combinamos que vamos fazer uma reunião para debater esse tema”, declarou à jornalistas no evento de mudança no comando da bancada da educação.

O ministro disse esperar que o projeto seja aprovado ainda neste semestre no Congresso para que a rede educacional possa se adaptar para 2025. “Até porque, para que a gente possa implementar as mudanças no ensino médio para 2025, precisa ser aprovado esse projeto para que as redes [de ensino] se preparem para essas mudanças”, afirmou.

Em dezembro de 2023, Mendonça Filho apresentou um relatório que não agradou ao governo. O deputado manteve a carga horária de 3.000 horas do ensino médio (1.000 horas por ano) estipulada na lei 13.415 de 2017, mas alterou a sua distribuição entre disciplinas optativas e obrigatórias. Leia aqui (PDF – 419 kB) a tabela com as principais mudanças propostas e aqui a apresentação do deputado (PDF – 661 kB).

O relator estabeleceu que os estudantes terão 2.100 horas para disciplinas obrigatórias e 900 horas para optativas (itinerários formativos escolhidos pelo aluno). 

A proposta do deputado aumenta o número de horas para disciplinas obrigatórias em relação à regra atual, mas é inferior ao que o MEC havia sugerido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Uma das divergências principais é em relação às horas obrigatórias, que o governo gostaria de manter em 2.400.

Fonte: https://www.poder360.com.br/congresso/camara-deve-votar-as-mudancas-no-novo-ensino-medio-em-marco/

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