Bilionário criticou política do governo democrata voltada para quem está nos Estados Unidos em situação ilegal
O dono do X (ex-Twitter), Elon Musk, afirmou na 6ª feira (2.fev.2024) que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, tem “estratégia” para legalizar imigrantes e formar um Estado de partido único. “É por isso que incentivam tanta imigração ilegal. Simples, mas eficaz”, disse.
Em publicação na rede social, Musk citou um anúncio de Biden de 16 de janeiro de 2021, quando ainda não estava empossado, de que anunciaria uma legislação em seu 1º dia à frente da Casa Branca para legalizar cerca de 11 milhões de imigrantes nos EUA.
Segundo o Wall Street Journal, cerca de 10.000 pessoas entraram ilegalmente nos Estados Unidos em uma semana do mês de setembro pela passagem às margens do rio Grande, que divide Eagle Pass (EUA) de Piedras Negras (México). O número de presos na fronteira bateu recorde em dezembro de 2023, quando 249.785 imigrantes foram detidos.
O tema da crise migratória é relevante para as eleições presidenciais do país, que serão realizadas em 2024. Em 22 de janeiro, a Suprema Corte dos EUA permitiu a retirada das barreiras físicas na fronteira do Estado do Texas com o México. No entanto, mesmo depois da determinação, o governador republicano, Greg Abbott, afirmou que reforçará as barreiras para “proteger ainda mais” a região.
Depois da decisão da Corte, ao menos 27 dos 50 governadores norte-americanos saíram em defesa de Abbott. Entre os republicanos, 25 deles assinaram uma declaração conjunta em apoio às autoridades estaduais e ao direito de “autodefesa” do Texas. O governador de Vermont, Phill Scott, foi o único dos republicanos que se manteve neutro sobre o assunto.
Depois que a carta foi divulgada, só 1 democrata, Jared Polis, governador do Colorado, expressou apoio às políticas de Abbott, incluindo a manutenção das cercas de arame farpado na fronteira.
Em contrapartida, 10 governadores alinhados a Biden se posicionaram contra as medidas de controle de imigração adotadas pelo Texas. A maioria dos 23 governadores democratas (12) não se manifestou sobre a disputa na região.